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Ações preventivas e investimento em obras evitam alagamentos em Vila Velha

A atuação preventiva da Prefeitura de Vila Velha de retirada de lixos, entulhos e material de erosão dos canais e galerias e as constantes limpezas e desobstruções de bueiros e caixas-ralo, bem como as obras de macrodrenagem, tocadas em parceria com o Governo do Estado, estão ajudando a minimizar os alagamentos e enchentes que marcaram, de forma negativa, a história do município nos últimos 60 anos. 

A atuação preventiva da Prefeitura de Vila Velha de retirada de lixos, entulhos e material de erosão dos canais e galerias e as constantes limpezas e desobstruções de bueiros e caixas-ralo, bem como as obras de macrodrenagem, tocadas em parceria com o Governo do Estado, estão ajudando a minimizar os alagamentos e enchentes que marcaram, de forma negativa, a história do município nos últimos 60 anos.

Em pouco mais de dois anos e meio da gestão, também foram construídas quatro novas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (Ebaps), Cobilândia, Jardim Marilândia, Foz do Costa e Rio Marinho, ampliando o sistema atual de drenagem por bombeamento para sete. Outras cinco Ebaps serão entregues até o final de 2024. Os recursos nessa área somam mais de R$ 750 milhões, em investimentos e manutenções feitos pela prefeitura e pelo Estado.

Os trabalhos de desobstrução das redes de drenagem tiveram início assim que o prefeito Arnaldinho Borgo assumiu o cargo. A maioria delas estava assoreada há anos, com alguns trechos com metros de profundidade apresentando apenas centímetros para a passagem da água.

Para minimizar os alagamentos e as enchentes, pela primeira vez na história de Vila Velha, o município passou a ter contratos de desassoreamento e limpeza de canais e galerias. Os contratos preveem investimento anual de R$ 42 milhões para limpeza de 50 quilômetros de canais e 55 quilômetros de galerias, além da destinação dos resíduos. A medida faz parte do programa Alagamento Zero, que tem como objetivo garantir o fluxo contínuo das águas da chuva das redes de drenagem até a maré. E o montante de material dragado só dos canais até agora é significativo, mais de 200 mil m³, o equivalente a 15 toneladas transportadas para o destino final por caminhões caçamba.

Demanda histórica
“Essa é uma demanda histórica dos moradores de Vila Velha. O combate aos alagamentos começa na prevenção. Nossa gestão enfrenta esse desafio com muito trabalho e planejamento, aliado à parceria importante com o Governo do Estado. Estão sendo investidos R$ 750 milhões em ações que impactam na melhoria do sistema de bombeamento, limpeza e desobstruções de canais, beneficiando a população. Estamos mudando esse passado negativo e construindo, a várias mãos, uma nova história”, afirmou o prefeito.

E completou: “Vamos triplicar o número de Estações de Bombeamento de Águas Pluviais da cidade. Quando assumimos, no município só existiam três estações. Já foram entregues quatro estações à população e, até o fim da gestão, serão mais cinco, todas construídas em parceria com o Governo do Estado”.

As cinco Ebaps que estão em construção são: Laranja, Aribiri, Bigossi, Gaivotas e Pontal das Garças. Elas complementarão um sistema inteligente de automatização, que pode ser ativado remotamente pela Central de Controle Operacional, sob gestão municipal. Ampliando consideravelmente a capacidade de bombeamento de águas pluviais.

Capacidade
No início da gestão eram bombeados 24 mil litros por segundo, quando o município possuía apenas três Ebaps. O que corresponde a pouco mais de dois caminhões-pipas, considerando que cada veículo transporta 10 mil litros. Atualmente, são bombeados 84 mil litros por segundo de águas pluviais, ajudando no escoamento rápido em períodos de chuva. Até o final da atual gestão serão 120 mil litros por segundo de águas pluviais sendo bombeadas no município, o que corresponderá a uma ampliação de 502% na capacidade de vazão do sistema.

Morador de Sítio Batalha desde 1975, Lauro Antônio Souza Rodrigues, de 80 anos, lembra dos vários anos de “intranquilidade” por conta das enchentes no bairro. Ele chegou a perder um carro durante as chuvas de 2013. “Até hoje o carro está na oficina. Nem compensa consertar”. Lauro mora na Rua Arnaldo Rozemberg de Menezes e resolveu “registrar a lápis” em um portão de alumínio os níveis e datas das quatro enchentes que atingiram o bairro entre 2012 e 2013.

“Essa é a memória de um tempo ruim. Os alagamentos aqui começaram a partir de 2004, mas as águas escoavam rápido. Com o tempo, tivemos uma retenção de maior volume. A estação de bombeamento foi montada aqui, mas, infelizmente, não funcionava a contento. O nosso inimigo aqui era a água. Com a gestão do prefeito Arnaldinho não existe mais alagamentos, as bombas funcionam normalmente. A gente não pode ficar preso a este mal-estar: será que vai inundar? Hoje eu tenho certeza que não vai inundar”, afirmou.

Macrodrenagem
Os investimentos do Governo do Estado contemplam também a construção do canal-dique e do parque linear do Canal Marinho, as galerias de águas pluviais na Avenida Carlos Lindenberg, as obras de drenagem e urbanização do Canal Guaranhuns, as galerias na travessa Belas Artes e rua do Canal, em Aribiri, e mais de três quilômetros de galerias nos bairros Cobilândia, Nova Itaparica e Jockey.

Luiz Renan Pereira Silva também comemora o fim dos alagamentos na rua onde tem um comércio. Morador de Cobilândia, ele tem uma fábrica de salgados na Quinta Avenida, via que recebeu rede de drenagem pela atual gestão. “É incrível como está escoando bem. Antes da melhoria, aqui ficava alagado. Tinha que esperar a chuva parar e só depois de cinco, seis dias a água baixava”, explicou.

Trabalho
“Nossas ações e intervenções estruturantes têm como foco a busca constante em minimizar os alagamentos e enchentes na cidade. É assim que a gente trabalha para evitar cenas do passado, quando ruas ficavam alagadas vários dias, até semanas, causando muito prejuízo e sofrimento para os moradores. As novas estações de bombeamento, aliadas ao trabalho preventivo de desassoreamento e limpeza de canais e galerias, por exemplo, permitem o escoamento rápido das águas da chuva”, destacou a secretária de Obras e Projetos Estruturantes do município, Menara Cavalcante.

A secretária reforçou, entretanto, que enquanto as obras de macrodrenagem envolvendo o Canal Marinho estiverem sendo executadas, alguns transtornos momentâneos podem ser registrados em dias de chuvas. A previsão é de que essa obra fique pronta no primeiro semestre de 2024. “Essas obras de macrodrenagem são extremamente importantes para evitar e, futuramente, colocar um fim aos constantes alagamentos na região de Cobilândia. Sabemos dos transtornos dos moradores, mas a situação já melhorou muito em relação há anos anteriores. E a nossa administração não mede esforços para minimizar esses transtornos para a população”, afirmou.

Confira as sete estações de bombeamento em funcionamento:

Ebaps municipais:
Canal da Costa – Capacidade de bombeamento: 15 mil m³/s
Sítio Batalha – Capacidade de bombeamento: 3 mil m³/s
Guaranhus – Capacidade de bombeamento: 6 mil m³/s

Ebaps construídas em parceria com o Governo do Estado:
Cobilândia – Capacidade de bombeamento: 10 mil m³/s
Jardim Marilândia – Capacidade de bombeamento: 10 mil m³/s
Foz do Costa – Capacidade de bombeamento: 20 mil m³/s
Rio Marinho – Capacidade de bombeamento: 20 mil m³/s

Ebaps em construção:
Laranja – Capacidade de bombeamento: 20 mil m³/s
Aribiri – Capacidade de bombeamento: 5 mil m³/s
Gaivotas – Capacidade de bombeamento: 2,5 mil m³/s
Pontal das Garças – Capacidade de bombeamento: 5 mil m³/s
Bigossi – Capacidade de bombeamento: 4 mil m³/s

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