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Ales recebe ação de conscientização sobre descarte responsável de resíduos

Promover mudança no comportamento no manejo dos resíduos sólidos. Esse é o objetivo da Semana Rumo ao Lixo Zero, que vai até o dia 28 de outubro. Nesta terça-feira (24), a Assembleia Legislativa (Ales) deu a sua contribuição e recebeu ações de conscientização voltadas para os servidores. 

Promover mudança no comportamento no manejo dos resíduos sólidos. Esse é o objetivo da Semana Rumo ao Lixo Zero, que vai até o dia 28 de outubro. Nesta terça-feira (24), a Assembleia Legislativa (Ales) deu a sua contribuição e recebeu ações de conscientização voltadas para os servidores.

Segundo a palestrante, a publicitária Marília Debanné, é preciso repensar a linearidade que existe em torno do consumo dos produtos, tornando a economia mais circular. Em outras palavras, o que não serve para um pode ter utilidade para outro, seja pessoa ou indústria, avaliou.

Nesse ponto, a voluntária do Instituto Movive destaca a responsabilidade individual no descarte responsável – já que o setor público atua de maneira incipiente na coleta seletiva. Para ela, a mudança na consciência começa dentro de casa, onde os resíduos devem ser separados em frações.

Frações

O resíduo reciclável seco, explicou, é aquele que retorna para indústria com a ajuda dos catadores. Um dos exemplos é a latinha de leite condensado, cujo material em aço é 100% reaproveitável.

Já o resíduo reciclável orgânico, como cascas e restos de frutas e legumes, tem outra destinação: devem ser usados na compostagem para regeneração da terra. Hoje existem composteiras caseiras que armazenam resíduos por até duas semanas sem causar mau odor.

Por fim, há o rejeito que não é reciclável. Ele envolve plásticos engordurados – como embalagens de carne –, papel higiênico, fraldas descartáveis e sacolas laminadas de chips e chocolate, por exemplo. Nesses casos o lixo vai para o aterro sanitário.

De acordo com Marília, o descarte inadequado desses produtos, que acabam parando no aterro de maneira misturada, contribui para a produção de gás metano e chorume. Ambos são poluentes: o primeiro compromete a atmosfera e o segundo, o solo.

Economia

A falta de uma política de fracionamento de resíduos traz altos gastos. Um dos exemplos, segundo apresentou, é a cidade de Vila Velha. Lá, em 2019, uma população de 493 mil pessoas gerou custos totais da ordem de R$ 51 milhões no processo de coleta descarte de lixo (215 toneladas).

Considerando que, em média, apenas 15% dos resíduos deveriam ser de fato aterrados, isso significa que os custos do poder público poderiam ser menores e o excedente aplicado em novos investimentos para a sociedade, analisou. Isso porque, de acordo com ela, maior parte do lixo que jogamos fora refere-se a resíduos orgânicos para compostagem (50%); e a outra fração é formada por resíduos secos reciclável (35%).

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