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Política em foco​

A direita capixaba hoje

A sociedade capixaba, como qualquer outra, precisa de entregas que melhorem a qualidade de vida das pessoas, mas tem se deparado com a baixa produtividade de alguns agentes políticos. Por que isso acontece?

Estar nesse espectro ideológico é ainda objeto de análises e estudos, pois a identidade ser de direita, não só no Espírito Santo, mas no Brasil, vive sob correções e suspeições. E justamente nessa autoafirmação, esse espectro corre sério risco de autofagia. Justamente pela característica até então mais atribuída à esquerda: a histeria dos puristas. E em nome desse purismo, uma imensa musculatura do capital político pode parar na lata de lixo.

A direita do lacre, dos influenciadores, dos que se viciam em likes pode atingir um pico, porém, com o custo grave da sustentabilidade desse espectro no estado. Isso precisa ser urgentemente percebido por uma direita mais moderada. Assim, os universos, direita X esquerda, não poderão se igualar como em muitos episódios, como no aumento do ICMS, onde uma atabalhoada reforma do governo Lula passa batido e o foco passa a ser os que seguiram uma orientação do COSUD, composto majoritariamente por governadores de direita.

O desespero de buscar a lacração pode tirar de cena o verdadeiro culpado desse aumento, ou seja, o governo Lula. Tal consequência é típica de um movimento que tem apenas cinco anos de idade e precisa amadurecer muito ainda. É hora de a direita refletir e se sentar em fóruns locais para entender conceitos e características do conservadorismo, sobre o que é ser liberal na economia e outras tantas perspectivas desse espectro.

As demasiadas máximas lacradoras, criadas de forma cirúrgica nos “picadeiros” das campanhas eleitorais, criam um abismo cada vez maior entre o verdadeiro propósito da política (que é melhorar a qualidade de vida das pessoas) e a sua mais mesquinha, egoísta e vazia intenção.

Se existe um compromisso real, deve ser com a capacidade de entender o outro e não de odiar o outro. Incitar o ódio do outro é o caminho mais fácil de levar pessoas à condição de virar gado ideológico para servir a alguma agenda e projeto populista, seja de esquerda, seja de direita. Não podemos trazer os vícios da história de vida de Lula e do PT para nós igualarmos a esses péssimos exemplos. Quem lacrava sozinha era a esquerda, e deu certo. O maior desafio da direita capixaba é sobreviver e se consolidar como corrente real e alternativa diferenciada; caso contrário, será mais do mesmo.

“A opinião deste colunista não reflete, necessariamente, a opinião da RedeTV! Espírito Santo.”

Por Carlos Leonardo Campos

Professor de História por 20 anos nas redes pública e privada, tendo lecionado no ensino básico e no pré-vestibular / ENEM. Foi diretor escolar, fundador e presidente da Associação dos Diretores de Escola do Estado do Espírito Santo. É formado em Gestão de Petróleo, pós-graduado em Estratégias e Logística em redes sociais e possui MBA em Gestão Pública.

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