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Deputada em declaração na Ales cobra direitos trabalhistas para mulheres

No último domingo (5), foi realizada a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em todo o país e o tema da redação foi o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil. O assunto foi abordado pela deputada Camila Valadão (Psol) em seu pronunciamento, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (8). 

No último domingo (5), foi realizada a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em todo o país e o tema da redação foi o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil. O assunto foi abordado pela deputada Camila Valadão (Psol) em seu pronunciamento, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (8).

A parlamentar lembrou que na maioria das famílias, a mulher é a responsável por esse tipo de cuidado. “Esse tema é fundamental de ser abordado. Porque a gente está falando de um desequilíbrio histórico nas relações de cuidado, demonstrando que as mulheres, inclusive, são as principais responsáveis por esse cuidado integral”, afirmou.

“Principalmente de crianças, idosos e pessoas com deficiência. A gente tem uma sobrecarga atribuída às mulheres, que em muitos casos leva ao adoecimento, faz com que mulheres muitas vezes abdiquem de cuidados consigo mesma, e daí a necessidade da gente pensar em políticas públicas, numa rede de suporte às mulheres que cuidam de outras pessoas”, complementou a deputada.

Camila defendeu o desenvolvimento de políticas públicas que garantam equidade às mulheres nesses casos. “Dentro dessa relação de desigualdade, de desequilíbrio, as mulheres acabam sendo responsáveis por todo esse cuidado. É fundamental a gente pensar em políticas públicas pra garantir condições de vida com dignidade e qualidade”, ressaltou.

Indicação parlamentar

Procurada por trabalhadoras do Banco Nacional do Espírito Santo (Banestes), a deputada elaborou a Indicação 2.794/2023, determinando que o Banestes realize adequação em seus estatutos e normas internas com fim de conceder horário especial aos funcionários responsáveis por pessoa com deficiência.

“Nós recebemos contatos de mulheres que são trabalhadoras do banco, que têm cuidado, muitas vezes com filhos autistas ou com outras deficiências e o banco, que é o nosso banco estadual, ainda não garante esse horário especial”, disse.

“Esse horário já é garantido, por exemplo, para os servidores públicos em âmbito federal, estadual e também para vários municípios, com entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), da necessidade desse horário especial para esses trabalhadores e trabalhadoras, que na maior parte das vezes são mulheres, que realizam esse trabalho de cuidado”, finalizou.

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