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Saúde nas escolas municipais em pauta na Ales

Um programa executado pelo governo estadual com recursos federais conta com ações para promover a saúde dos alunos das escolas municipais, evitando ausências às aulas e até a evasão escolar. Trata-se do Programa Saúde nas Escolas (PSE), tema debatido na Comissão de Saúde em reunião realizada nesta terça-feira (17). 

Um programa executado pelo governo estadual com recursos federais conta com ações para promover a saúde dos alunos das escolas municipais, evitando ausências às aulas e até a evasão escolar. Trata-se do Programa Saúde nas Escolas (PSE), tema debatido na Comissão de Saúde em reunião realizada nesta terça-feira (17).

O colegiado recebeu Érika Garrocho, referência técnica da Gerência de Políticas e Organização de Redes de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Segundo ela, o programa contempla ações voltadas para alimentação saudável, prevenção ao uso de drogas, incentivo à atividade física, verificação do cartão vacinal e promoção da saúde ocular, mental e auditiva, além da prevenção do HIV/IST.

A iniciativa abrange 100% dos municípios do Espírito Santo e, no ciclo 2023-2024, atende 513.643 estudantes, em 1.955 escolas. “O programa trabalha prevenção e promoção de saúde em uma faixa etária totalmente desprevenida e inocente”, pontuou Érika.

Conforme disse, “é estratégica a articulação entre as equipes de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e da educação da rede de educação básica pública com o objetivo de reduzir a evasão escolar e a intermitência de frequência por problemas de saúde.”

Quem custeia o programa é o Ministério da Saúde, que repassa anualmente aos municípios recursos financeiros para execução das ações do PSE a serem desenvolvidas no contexto escolar. O repasse é feito pelo Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde.

Saúde ocular

O oftalmologista Fernando Roberte Zanetti destacou a importância da saúde dos olhos dos estudantes. Ele explicou que a boa visão é essencial para o aprendizado escolar e o desenvolvimento social da criança. De acordo com ele, o tratamento e a reabilitação de crianças com baixa visão requerem investimento significativo.

“Se eu não faço um diagnóstico precoce, eu tenho uma menor produtividade do aluno, os custos se elevam porque eu preciso de um professor para escola e dois tentando ensinar braille. Tem um prejuízo educacional muito grande”, destacou.

O médico alertou ainda que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode aumentar o risco de miopia e fadiga ocular. Além disso, a falta de higiene ocular, alimentação inadequada, exposição ao sol, estresse e até sono podem prejudicar a visão das crianças.

O vice-presidente da Comissão de Saúde, deputado Pablo Muribeca (Patri), destacou a importância dos profissionais que realizam o trabalho de cuidado com os estudantes e defendeu a regionalização da saúde como forma de reduzir as desigualdades de atendimento entre municípios do estado.

Também participaram da reunião o deputado Zé Preto (PL); Daysi Koehler, gerente da Sesa; Luiz Anhaia Vasconcelos, técnico da educação especial da Secretaria de Estado de Educação; e José Oliveira Miranda, sócio da Softh Serviços Médico Hospitalares em Oftalmologia Ltda.

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