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Se precisar, peça ajuda: setembro marca campanha de combate e prevenção ao suicídio

O dia 10 de setembro é marcado pelo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa de prevenção é repercutida durante todo o mês, durante a campanha Setembro Amarelo. Para este ano a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) tem como lema da campanha “Se precisar, peça ajuda!”. Este mês proporciona reflexões importantes, como pensar no suicídio não apenas como um problema de saúde pública, mas que abrange aspectos socioeconômicos, culturais e históricos vivenciados pelo cidadão, em sua realidade e que podem interferir em sua saúde mental. 

O dia 10 de setembro é marcado pelo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa de prevenção é repercutida durante todo o mês, durante a campanha Setembro Amarelo. Para este ano a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) tem como lema da campanha “Se precisar, peça ajuda!”. Este mês proporciona reflexões importantes, como pensar no suicídio não apenas como um problema de saúde pública, mas que abrange aspectos socioeconômicos, culturais e históricos vivenciados pelo cidadão, em sua realidade e que podem interferir em sua saúde mental.

É o que pontua a referência técnica em Saúde Mental, da Secretaria da Saúde (Sesa), Franciely da Costa Guarnier. Ela ressalta que é importante o conhecimento sobre o tema para que todos saibam dimensão e gravidade que pode ser a ausência de atenção e cuidados com a saúde mental.

“Vários são os motivos que podem levar uma pessoa a desenvolver quadro de depressão e a ansiedade, como transtornos psiquiátricos, estresse crônico, disfunções hormonais, experiências de violências sofridas, perda de emprego, histórico familiar de morte por suicídio, morte de familiares, não acesso aos direitos básicos, entre outros, o que também pode ser caracterizado como fatores de risco para a suicídio”, informou.

No Espírito Santo, de janeiro a agosto de 2023, o estado registrou 3.821 casos de lesões autoprovocadas e 85 óbitos por suicídios. Em 2022, durante todo o ano, foram 5.282 casos de lesões e 241 óbitos.

A referência técnica pontua que o diálogo com as pessoas que aparentam as mudanças de comportamento e a garantia do acolhimento/acompanhamento pelos serviços públicos de saúde são essenciais e podem fazer diferença. Ela esclarece ainda que: “Para além da necessidade do acompanhamento em saúde mental, é preciso ampliar o debate com outras políticas públicas afins e que atravessam a temática do suicídio para assim colaborar para a garantia do cuidado em sua perspectiva integral e necessária diante das demandas colocadas no contexto atual”, disse Franciely.

Fique atento aos sinais

Familiares e amigos precisam estar atentos às manifestações e comportamentos de pessoas que estejam passando por momentos que possam interferir em sua saúde mental.

São comportamentos como isolamento, falas constantes de preocupação com a própria morte, desesperança e expressão de ideias de suicídio. Além disso, há também sinais que envolvem a falta de perspectiva ou planos para o futuro; abuso de substâncias como álcool, medicamentos ou drogas; eventos traumáticos como desemprego e perda de emprego; violências sofridas; morte de familiares, entre outros. Nesse processo, o apoio se faz preciso, assim como a ajuda, a conversa e o incentivo a procurar ajuda.

Além dessa orientação e encorajamento em procurar ajuda, a referência técnica em Vigilância de Violências e Acidentes da Sesa, Edleusa Cupertino, destaca outra importante ação, válida aos profissionais de saúde, como a notificação de casos suspeitos ou tentativas de suicídio no sistema de Informação em Saúde e-SUS Vigilância em Saúde (VS), em até 24 horas, e o pronto encaminhamento dessa pessoa à rede de cuidados. “A lesão autoprovocada é uma violência, e o profissional deve emitir a notificação de violência nos casos suspeitos e ou confirmados encaminhando a pessoa na rede de cuidados. É uma ação que visa dar celeridade na oferta de cuidado a esse cidadão”, explicou.

Onde procurar ajuda

No Espírito Santo, a Rede de Atenção Psicossocial, assim como os serviços de urgência e também equipe de referência na Atenção Primária à Saúde (APS), são responsáveis por realizar atendimentos às pessoas em sofrimento psíquico, bem como o acolhimento aos familiares. O usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) deve procurar uma Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência, relatar o momento que está enfrentando e terá encaminhamento e ajuda dos profissionais de saúde. Nas unidades também são desenvolvidas ações de prevenção e posvenção com equipes multiprofissionais.

A Secretaria da Saúde (Sesa) mantém três Centros de Atenção Psicossocial (Caps), referência no tratamento para pessoas adultas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros.

São os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) Cidade, localizado no Centro Regional de Especialidades (CRE), em Cariacica; Caps Cachoeiro, localizado no município de Cachoeiro de Itapemirim; e o Caps Moxuara, também localizado em Cariacica. Entre as ações do CAPS, uma delas é o manejo de crises, como a crise suicida.

Atualmente, o CAPS Cidade atende um total de 332 pessoas; o Caps Cachoeiro realiza o acompanhamento de 481 pacientes; e o Caps Moxuara atende 326 pessoas. Nesses serviços, os pacientes são acompanhados periodicamente, de acordo com o Projeto Terapêutico Singular (PTS), incluindo atendimentos individuais e coletivos.

Confira os locais preparados para auxiliar esse grupo de cidadãos:

– Serviços de saúde, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); Unidades Básicas de Saúde (UBS´S); Programa Saúde da Família (PSF); e Postos e Centros de Saúde.

– Unidades de Emergência, ligue SAMU 192;

– Unidade de Pronto Atendimento (UPA); Pronto-socorro; e hospitais.

– Centro de Valorização da Vida (CVV). Contato: ligação gratuita no número 188 ou pelo endereço: www.cvv.org.br

 

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