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Vitória é pioneira na implantação de serviço de Assistência Social domiciliar

A equipe de Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) da Secretaria de Assistência Social (Semas) da capital comemora oito meses de funcionamento. Um serviço que nasceu para ofertar atendimento para pessoas idosas e com deficiência, representando uma iniciativa inovadora no município de Vitória, pioneiro e único no Espírito Santo.

Idosa atendida pelo SAD

A equipe de Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) da Secretaria de Assistência Social (Semas) da capital comemora oito meses de funcionamento. Um serviço que nasceu para ofertar atendimento para pessoas idosas e com deficiência, representando uma iniciativa inovadora no município de Vitória, pioneiro e único no Espírito Santo.

Formado por 12 educadores sociais, seis técnicos (assistentes sociais e psicólogos), um supervisor técnico e três motoristas, o  SAD, que atende a 151 famílias da capital, é definido pela equipe como garantia de acesso a direitos. Afirmação é feita pelo assistente social Kleverton Flavio Ribeiro de Oliveira.

Para ele, o serviço de proteção social básica no domicílio para pessoas com deficiência e pessoas idosas é extremamente importante porque busca equiparar oportunidades, promovendo autonomia, prevenindo os agravos que fragilizam e/ou podem provocar rompimento de vínculos. “A equipe busca compreender a totalidade desses indivíduos, suas demandas, particularidades do indivíduo, família e território (potencialidades e vulnerabilidades) para propor, de forma coletiva (equipe SAD e pessoa acompanhada), as possíveis intervenções, encaminhamentos e trabalho com educador social, evitando desconfortos ou mesmo constrangimentos “, explicou.

Kleverton revelou que há muitos atendidos pelo Sad que não tem contato com a comunidade, não possui acesso a outros serviços da rede socioassistencial e intersetorial, não acessam direitos básicos. “O Sad vai de encontro com as demandas dessas pessoas, por meio da acolhida e escuta qualificada. Fortalece a autonomia desses indivíduos, com um acompanhamento domiciliar contínuo do educador social, do assistente social e psicólogo. Durante o atendimento é possível mapear esse indivíduo (ecomapa: instrumento de abordagem familiar), desde as questões de saúde, convívio, amizades, serviços e benefícios aos quais tem direito, explicou ele.

Para saber o que os atendidos pensam sobre o serviço, basta acompanhar, ao menos, um dia de atendimento para encontrar a resposta. Esse momento foi realizado com Maria da Penha Oliveira Nobres, carinhosamente chamada de Dona Maria.

Emoção

Aos 79 anos, Dona Maria convive com as sequelas decorrentes de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), que comprometeu as funções motoras e a fala. “A idosa de hoje, após sete meses de acompanhamento SAD, está bem diferente de quando realizamos a acolhida e o início das atividades”, disse a educadora social Weslene Cristina da Silva Menezes, que atende os bairros referenciados ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Jucutuquara.

Emocionada e orgulhosa com os avanços, a educadora contou que “Dona Maria mal saia do quarto para fazer coisas básicas e essenciais para sua existência. Percebo conquistas importantes a cada atendimento domiciliar, feito de 15 em 15 dias, conforme Plano de Desenvolvimento do Usuário (PDU), e uma nova Dona Maria “surgindo”, descreveu ela.

A educadora contou que foi feito um planejamento das atividades de acordo com os eixos e necessidades da idosa, onde foram pensadas intervenções voltadas para o desenvolvimento da autonomia da usuária.

“A partir do atendimento os avanços já são perceptíveis, como o simples ato de caminhar com ajuda de sua filha. Foi lindo ver e dar a ela a oportunidade de participar de eventos externos, como uma festa no Centro de Convivência para Pessoa Idosa no Centro”, comentou.

Weslene revelou que um dos dias mais emocionantes no atendimento foi quando Dona Maria conseguiu ir até o quintal de sua casa. “Uma ação que parece simples, mas que tinha meses que ela não conseguia fazer”. Ainda nesse dia, a idosa realizou uma atividade que sempre gostou muito, mas que há tempo não fazia: pintar pano de prato. “Nesse dia, no quintal da casa dela, fizemos um trabalho de pintura de pano de prato. Foi um resgate da memória dela”, contou a educadora. Ela também disse que foi tão impactante para a família, que a filha de dona Maria fez uma live se conectando com todos os familiares para juntos comemorarem e contemplarem as conquistas da idosa.

A educadora destacou que desenvolver estratégias para estimular e potencializar os recursos de Dona Maria e de sua família, no processo de habilitação, reabilitação e inclusão social, é um dos objetivos do SAD.

Qual a melhor frase para descrever o que representa o serviço para a família de dona Maria? Enquanto você, pensa, conheça Conceição Lourenço, de 69 anos, deficiente visual e responsável pelo cuidado com o filho com transtorno mental.

Fortalecimento de vínculos

Com Conceição, o SAD vem realizando atividades como objetivo contribuir com o resgate da autoestima e das memórias afetivas. Para isso, uma das atividades desenvolvidas pela educadora foi a “caixa de sensações”.

Para a educadora, de todo o trabalho realizado, o mais impactante tem sido “a alegria com que nos recebem. O momento que eles abrem a porta demonstrando respeito ao nosso trabalho e ao serviço”.

” É a certeza de que estamos proporcionando o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, ofertando  possibilidades de desenvolvimento de habilidades e potencialidades, promoção de vida e garantia de direitos e prevenção do confinamento de idosos e/ou pessoas com deficiência. Esse é o retorno mais positivo”, declarou Weslene.

A supervisora técnica, Marília Barcelos Dal Cól, explicou que o SAD possui caráter protetivo e preventivo. “Requer dedicação, presença na rotina, responsabilidade e zelo com o bem-estar das pessoas atendidas, valorização do domicílio como espaço de acesso a direitos”, comentou ela.

A gerente de Atenção à Família da Semas, Cremilda Astorga, disse que com a implantação do Sad, Vitoria se mostra cada vez mais como referência nas politicas públicas de Assistência Social. “Com o Sad completamos as ofertas tipificadas da proteção Social Básica”, afirmou.

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